quarta-feira, 30 de julho de 2008

lembrete

Se alguém ainda me conhecer quando eu tiver meus 50 ou 60 anos, me lembre que eu passei a vida inteira querendo aprender a surfar, mas nunca tive condições de morar perto de uma praia e nem tempo pra ser o tipo contemplativo que estuda a arrebentação e admira a natureza com louvor.

Quando eu me aposentar e se tiver disposição física, pode crer que vou ser um daqueles coroas que acordam cedo pra pegar onda. Sempre tive profunda admiração por esse tipo de figura.

Não levem a mal... estou fazendo um site de surf...

terça-feira, 29 de julho de 2008

The Girl Effect


Muito bacana o site www.girleffect.org Tem depoimentos de meninas que vieram da extrema pobreza de Bangladesh e Etiopia. Tem links para fazer doações. Tem muitos textos legais e esclarecedores.

Vai lá... vale a pena.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

como prometido...

"Gaudério de verdade come a erva e toma água fervendo."
Não, a gente não tá alimentando a nossa filha com erva mate. Isso aconteceu no inverno do ano passado, quando chegamos em casa e deixamos as coisas todas espalhadas pelo chão. Começamos a achar estranho o silencio e logo vimos que alguém tava fazendo coisa errada. Encontramos essa cena aí...

Tem mais videos da pequena aqui e aqui

terça-feira, 22 de julho de 2008

sobre máscaras e heróis

Faz um bom tempo que não coloco aqui nenhuma crítica de cinema, até porque de uns tempos pra cá não tenho tido tempo de ver lá grandes coisas.

Cinema é uma das minhas formas de arte favoritas. Adoro entrar na sala escura e, como na caverna do Platão, me deixar levar pelas ilusões e entrar na história. Gosto de filmes inteligentes, mas também gosto, como costumo dizer, dos filmes pra "deixar o cérebro em casa e me divertir". Melhor ainda é quando o filme junta a inteligência e diversão num só, sem ofender.

E esse é o caso do tão falado Batman: The dark knight. Li à exaustão todas as críticas e reportagens que vi. Estava com uma expectativa lá em cima, e sim, a obra merece todos os elogios que recebeu.

Impossível falar desse filme sem comentar sobre a atuação de Heath Ledger. Talvez o oscar póstumo seja um exagero, mas o cara é dono de uma composição de personagem de uma originalidade rara em Hollywood - comparando a Johnny Depp e seu originalíssimo pirata do caribe. Seus atos e seus trejeitos dão nojo e assustam. Mas cativam. Logo no início do filme, com a ajuda de um simples lápis, já fica clara a dualidade entre a violência e o humor mais negro possível. Eu ri de nervoso. O roteiro ajudou, é claro, mas nada adianta uma boa cena e um bom diálogo, se o ator não faz jus.

Criou-se aqui um modelo de vilão para os próximos tempos - à luz de terroristas que dão a sua vida por um ideal, ou pela falta de um. Um vilão adaptado aos tempos em que roupas coloridas e piadinhas estilo "bang no revólver" não funcionam mais. Nada de gases do riso ou botões de choque num aperto de mãos. O Coringa é um vilão que representa um perigo real. O uso do celular, da tv e do aparato do estado, como forma de subversão em nome da anarquia é algo que adoro discutir, o que me deu extrema satisfação ao ver tão bem empregado na película - claro que com propósitos escusos. As questões sociais e do ser humano sempre corruptível estão lá, fora alguns eventuais esboços de esperança que obviamente não podiam faltar - afinal a censura é 12 anos.

Fala-se tanto do Coringa, que os personagens principais acabam ficando secundários. Por não ser mais um filme de origem, a trama aqui é bem menos centrada no herói de Cristian Bale. Nele não existe mais lamentações pela perda, mas sim dúvidas e crises de consciencia. Aaron Eckhart faz um trabalho igualmente excepcional - em suas duas formas, diga-se de passagem. Não preciso nem comentar quanto à qualidade da atuação dos coadjuvantes de luxo: Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman são um time de peso e mereciam um filme inteiro só pra eles.

A espetacular trilha sonora, faz roer unhas. O tema musical sombrio é de uma perfeição, apesar de não tão memorável quanto a já clássica faixa do Danny Elfman para os batmans de Tim Burton. Em cada cena que o Coringa está presente, a música em um ruído constante torna a tensão quase insuportável - justamente pela imprevisibilidade tanto do personagem quanto do filme inteiro.

Imprevisibilidade esta que dá credibilidade e desliga o filme de tudo o que se já viu em termos de histórias em quadrinhos de heróis. Não dá pra saber quem vai chegar vivo ao final. As cenas de ação seguem esta mesma linha de raciocínio. São raríssimas as inserções de computação gráfica, e quem acompanhou reportagens sobre as filmagens sabe que aquele caminhão virou de verdade e que o hospital implodiu de verdade. Cenas captadas de uma vez só, sem possibilidade de erros, num plano sequência de habilidade técnica impressionante, com o Coringa vestido de enfermeira e tudo. E isso com uma fotografia e um visual de caír o queixo.

Eu já admirava profundamente o trabalho do diretor Cristopher Nolan. Desde Amnésia, acompanho tudo o que ele faz e, ao lado do Aronofsky, é um dos meus diretores favoritos dessa geração. O roteiro, também dele, não deixa pontas soltas, e tem referências até demais - tem muito da Piada Mortal do Alan Moore, tem muito do Batman do Frank Miller.

São duas horas e meia de projeção com poucas falhas (a história do sonar pelo celular é a única que não me passou pela garganta), posso dizer sem vergonha de concordar com toda a imprensa mainstream que, sim, saí do cinema com um sorriso de orelha a orelha.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

voando as tranças

Eu tenho tanta foto e vídeo da feli, mas nunca me prestei pra colocar nenhum no youtube.
Esse aí foi a "tia Melina" que subiu... quem sabe depois desse eu começo a colocar alguns.

Por sinal, a pequena está em Pelotas. Voi visitar as vovós - se alguém quiser ir vê-la, liga pro número da minha antiga casa.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Watchmen!

Vai ser foda esperar até março de 2009.

Taí o aguardado trailer do Watchmen, simplesmente uma das histórias mais legais que já li. É diferente de qualquer história de super-herói que as pessoas em geral conhecem.
Prefiro, em vez de escrever sobre ela, deixar a resenha do omelete:

Quando se faz a avaliação da qualidade das obras de quadrinhos dos últimos 25 anos, alguns roteiristas, desenhistas e títulos se destacam, sendo, em sua maioria consensuais entre os fãs e críticos. Esse é o caso de Watchmen, escrito pelo inglês Alan Moore e desenhado por seu conterrâneo Dave Gibbons, e lançado originalmente em 1985.

Moore já havia mostrado seu talento para revolucionar os quadrinhos no início da década, quando reformulou o Monstro do Pântano e criou John Constantine. Com Watchmen e Batman: A piada mortal – ao lado de O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller –, o roteirista inglês deu um novo fôlego aos quadrinhos de heróis. E não se fixou neste gênero. Na continuidade de sua carreira, concebeu V de Vingança, Do Inferno e os dois volumes de A Liga Extraordinária.

Em Watchmen, apesar da existência de heróis – ou até pela presença deles na sociedade –, o mundo não está melhor. Ao contrário. Usados e perseguidos pela mídia, que os tornou celebridades, e envolvidos pelo poder em intrigas políticas e guerras sujas, os heróis perderam a credibilidade e foram tirados de circulação.

No entanto, o assassinato de um deles, o Comediante, reacende as memórias e as mágoas dos antigos combatentes do crime. Para saber quem teria interesse em cometer o homicídio, o paranóico e desajustado Rorschach parte para investigar. As pistas apontam para um dos “mocinhos”. Entre eles se encontram o segundo homem a vestir o uniforme do Coruja, o empresário e ex-vigilante Ozymandias, o onipotente Dr. Manhatan (o único que possui super-poderes de verdade), entre outros.

Síntese crítica dos quadrinhos das eras de ouro e de prata – com a metalinguagem se estendendo até as Tijuana Bibles dos anos 1930 e as histórias de horror da década de 1950 –, Watchmen é muito mais do que uma narrativa de heróis. É um ponto de reflexão sobre a política, a história e as próprias histórias em quadrinhos. Em cada capítulo, o leitor encontra fichas médicas, reportagens e “entrevistas” com os personagens, elementos que enriquecem a trama, repleta de flashbacks que mostram a formação dos primeiros grupos de heróis e a subseqüente corrupção de seus valores.

Esta obra foi publicada duas vezes pela Editora Abril, inicialmente em 6 edições, de novembro de 1988 a abril de 1989, também publicada em edição encadernada, e depois como uma série em 12 edições, de fevereiro a agosto de 1999. Agora, a Via Lettera republica Watchmen em quatro edições, possibilitando aos leitores que já conhecem este romance gráfico uma nova chance de adquiri-lo, e, às novas gerações, oportunidade de entrar em contato com uma das melhores narrativas seqüenciais da história. E todos poderão voltar a se questionar: em um mundo em que os heróis fantasiados são reais, quem vigia os vigilantes?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Webdesign: Interactive & Games

Acabei de saber que dois trabalhos meus de design entraram no novo livro da editora alemã Taschen! São a multimidia da Turner e o site comemorativo do final do ano passado "Na fogueira".
Além desses entraram mais 4 trabalhos aqui da agência no livro.
A outra agencia brasileira que entrou eh a ALMAPBBDO, que tambem colocou 6 trabalhos.

Não dá pra ler, mas o meu nome aparece logo abaixo! Afudêêêê!

segunda-feira, 7 de julho de 2008