quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tem fotos novas no flickr



Atualizei o flickr com as fotos do final da viagem. Tem Roma, Nápoles e mais um pouquinho de Paris. Em breve, colocarei na íntegra a série dos beijos clicada pelo Marcelinho.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A internet é uma merda

"É de vital importância que gente perceba isso e siga em frente. As pessoas (blogueiros) ficam discursando sobre como ela é maravilhosa. Sobre quanta informação existe no cyberespaço. Sobre como tudo está ao seu alcançe a apenas alguns cliques do mouse.
(...) Precisamos começar tudo de novo. Precisamos parar de dizer o quão maravilhosas são as coisas. Precisamos admitir aberta, honesta e respeitosamente que a internet em si, em quase tudo o que foi feito com ela até agora, é uma merda.
(...) Se lembrarmos que o meio não é a mensagem, então talvez a gente pare de surfar sem sentido em busca de algo interessante em vez de estar realmente fazendo algo divertido. E, crucialmente, se a internet for vista como algo ocasionalmente inevitável, então talvez aqueles websites que realmente têm algo de especial, estes vão se tornar algo impressionante de verdade."


Extraí e traduzi esse texto da sensacional página The Internet is shit. Todo esse belo texto me fez pensar muito no meu trabalho e nas razões das minhas escolhas profissionais.

Não tenho gostado das coisas que faço. Não tenho achado interessante as coisas que tenho visto e acho que o design e a internet como conhecemos hoje está mesmo com os dias contados.

Somando isso ao fato de um novo colega de trabalho fazer parecer com lixo qualquer layout que eu crio, fazendo eu me sentir incapaz de executar qualquer tarefa que exija um mínimo de talento.

Site novo daquele cliente legal, com cabeça aberta e linha criativa bacana?? Passa pro meu colega que ele dá conta do recado...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

trabalho x confinamento

"(...)o foco no produto/serviço do cliente sem medir conseqüências, somente para satisfazê–lo imediatamente; os constantes desentendimentos entre atendimento e criação; o fato do ser criativo ficar enfurnado muitas vezes trabalhando vários turnos a fio dentro da produtora em frente a um computador tendo como referências apenas a navegação na web, alguns portfólios, livros, revistas, anuários e catálogos de imagens; ter que criar acreditando no briefing passado por uma pessoa que tem a sua própria visão sobre o cliente e sobre o que ele quer; e, finalmente, criar em cima de algo que nunca vira antes, sem nem saber ao certo para que serve, mostram que o ideal deste modelo está caindo por terra, não é mesmo?"

Sensacional o texto do Hélio Sassen Paz pelo Webinsider

Todo mundo que trabalha no ramo de criatividade, especialmente os patrões, deveriam ler.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Saudade disso...

Já morrendo de vontade de voltar e num sentimento total de nostalgia, encontrei esse belíssimo vídeo que descreve melhor do que qualquer outra foto minha, a incrível sensação de andar por essas ruas maravilhosas desta cidade linda.

Quem não curte skate, esqueça o skatista e se deixe levar pela belíssima fotografia, paisagens e pela música do John Butler.

Vale ressaltar a qualidade do vídeo também, que apesar de ser em HD, baixa tão rápido quanto qualquer outro do youtube...



Recomendo que apertem no botão ao lado do "HD" pra assistir em tela cheia!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

"Bodas de Madeira"

Por esses 5 anos maravilhosos, cheios de experiências únicas - entre elas a concepção e criação de uma filha linda e uma viagem inesquecível - sou eternamente grato.

Te agradeço por ter dado tudo o que existe de especial na minha vida.

Tu faz de mim um homem cada vez mais feliz.

Leandra, TE AMO!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Finaleira

Então, no dia 2 chegamos em Paris pra despedida do velho mundo. Deu tempo ainda de ir no pompidou de novo e olhar umas quinquilharias e lembrancinhas da cidade.

Dia 3 a gente acordou tarde, arrumou as mochilas e deixou no saguão do hotel. Fomos dar mais algumas bandas e matar tempo, já que nosso vôo partia as 11 da noite. Babamos por um tempo dentro duma Fnac na galeria do Les Halles, mas obviamente não compramos nada. Pra quem gosta da Apple, aquilo é o paraíso.

Na saída fomos conhecer as tais catacumbas no subterrâneo da cidade. É impressionante demais ver aqueles corredores cobertos de crânios e fêmures (não sei se é assim o plural de fêmur) cuidadosamente organisados - e é bem maluco ver as paredes com desenhos feitos de ossos, tipo coraçõezinhos e igrejas. Essas galerias serviam antes para extração de minério e muito tempo depois, com a peste negra rondando a europa, serviu de depósito de ossos e corpos em decomposição para evitar a lotação das ruas com cadáveres portadores da doença.

Na saída, eu e a Leandra totalmente perdidos no horário, ainda resolvemos parar num bistrô perto do nosso hotel e fazer uma refeição de despedida. Partimos pra pegar o trem pro Charles de Gaulle faltando menos de uma hora pro check-in. Na estação encontramos um americano de Los Angeles bem gente boa, que nos deu informações sobre como chegar além de ser bem realista quanto a nossa possibilidade de perder o vôo - no trem descobrimos ainda que o cara era um padre que pregava o cristianismo pelo mundo e estava vindo de Israel... muito doido.

Correria total no aeroporto, desce no terminal 1, corre pro 2, desespero dos diabos. Encontramos o meu colega, Matias que finalmente nos deu a "boa" notícia: não perderíamos o vôo porque ele tinha sido cancelado. Com muita reclamação, fomos enviados a um hotel perto do aeroporto, mas sem poder dormir muito - o vôo reagendado sairia no dia seguinte às 7 da manhã.

Manhã seguinte, mais correria em vão - o vôo sofreu mais de uma hora de atraso, o que preocupou todo mundo com relação à conexão do Rio pra Poa. E lá se vão mais 10 horas de viagem num adeus silencioso da cidade-luz. No Rio, muita confusão, muito stress, muito ódio à Air France e TAM - quase perdemos o vôo, maaaas graças a incompetência, foi tudo atrasado de novo.

Chegamos em Poa por volta de 9 da noite e corremos pra ver a Felicia, que apesar de não ter perguntado por nós durante todo esse período de 20 dias, nos recebeu com um abraço e sorrisos dos quais a gente morria de saudade.

E era isso de diário de bordo... como escrevi muitas coisas na correria, quem sabe mais adiante descrevo algumas coisas com mais calma, como a vez em que entramos num trem de luxo por engano ou sobre a beleza do nosso hotel em Roma.

Ainda tem bastante fotos novas pra colocar no Flickr - de Roma, Napoli e do retorno em Paris, então fique ligados!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

muitos dias em um post

Parte 1 - Amsterdam

Depois do ultimo post, ainda saímos de Paris para conhecer o tão famoso castelo de Versailles. Foi um passeio que durou um dia inteiro e que teve seus altos e baixos. Pontos baixos foram o salão de ópera do palácio estar em fase de restauração e fechado para visitas, e outra coisa desestimulante foi que não se pode visitar todos os cômodos do castelo. O turista é obrigado a fazer um roteiro pré-estabelecido, seguindo a boiada - o que é péssimo quando há muita gente, pois não rola de cada um ir pro seu lado.

Mas pontos altos são obviamente estar presente em cômodos onde reis e rainhas nasceram e morreram - especialmente Maria Antonieta. Os imensos jardins do palácio são uma atração à parte - deu inclusive pra alugar um barquinho e dar uma passeada pelas piscinas. Quem algum dia visitar o palácio, deixo a dica que acredito que muita gente acaba não conhecendo, devido o cansaço e tamanho do passeio: muito além do jardim e dos palácios menores (os Trianons), fica uma pequena aldeia muito bacana onde provavelmente habitavamo os camponeses e serviçais do palácio. As construções são belíssimas.

No mesmo dia ao retornar a Paris, ainda fomos conhecer o bairro de Montmartre, onde fica a belíssima Catedral de Sacre Ceur e também toda a vida boêmia da cidade. Belíssima parte de paris, cheia de pequenas ruazinhas onde fica clara a passagem de Lautrec e Cia. no início do século XX. Não pude deixar de tirar fotos do Moulin Rouge, obviamente.

Na manhã seguinte, partimos para Amsterdam. Viagem rápida de trem (4 horinhas), chegando lá perto do meio-dia. Depois de um certo pavor de não encontrar lugar pra ficar, acabamos ficando perto da estação central num hotel bacana, mas bem carinho, chamado Van Gelder (www.hotelvangelder.nl). Preços aliás, me espantaram em Amsterdam, e só muito depois descobri porque: a cidade estava começando os 5 dias de festividades que antecedem ao Queens Day, que pelo que soube é um carnaval imenso especialmente na Holanda e no Reino Unido.

E festa foi o que não faltou por lá. A cidade é igualmente impressionante - a vida noturna não pára. Muita festa, muita música, e todas as idades se divertindo muito. Em cada praça da cidade tinha algum parque de diversões e em todas as noites vimos bandas tocando desde Janis Joplin até The Doors - detalhe é que essas bandas eram compostas em sua maioria por cinquentões que bebiam e fumavam feito jovens de 15 duma maneira que eu nunca tinha visto antes. Divertidíssimo ver os coroas curtindo numa espécie de carrossel sem cavalos, mas com uma boa dose de adrenalina - brinquedo que a Leandra acabou me convencendo a andar.

A cidade é toda construida sobre a água - o que lembra muito as fotos que vi de Veneza. Os canais fazem círculos concêntricos e a formação da cidade lembra uma teia de aranha - e a coisa mais fácil do mundo é se perder por suas ruazinhas. Chama atenção os prédios tortos - não sei porque razão, mas tem muita casinha que parece que vai cair a qualquer momento. Não deixamos de visitar pelo menos um dos cofee shops da cidade e fazer o que tinha que ser feito, e também passeamos pelo Red Light District - o famoso bairro onde as prostitutas se exibem pelas vitrines com luzes vermelhas.

Visitamos o museu do Van Gogh, o que talvez tenha sido o museu mais bacana de toda a viagem. Eu e a Leandra não conseguimos evitar o nó na garganta e algumas lágrimas ao conhecer melhor a história tão trágica desse gênio. Além dos quadros maravilhosos, lemos trechos das cartas que ele mandava ao irmão dias antes de cometer o suicídio. "Agora sei com toda a certeza que sou uma enorme falha." O museu é de arrepiar e já vale uma ida até a Holanda.

Pra mim a palavra que melhor resume Amsterdam é SURREAL. Vale muito a pena conhecer.

Enfim, ficamos 3 dias por lá e agora estou no trem com a Leandra e mais uma família de italianos para fazer uma jornada de 14 horas cruzando praticamente toda a europa - passando pela Alemanha, um pedacinho da Suiça para chegar em Milão e finalmente fazer
uma conexão até Roma - que desde muito antes da faculdade anseio em conhecer.

Parte 2 - Itália

A viagem foi um inferno. Cada fronteira que passávamos - alemanha, suíça e itália - quando viam que meu ticket era de amsterdam, me faziam esvaziar a mochila e mostrar tudo o que trazia. Até cachorro farejou a nossa cabine. Fizeram um inglês tirar as calças na frente de todo mundo, e mesmo não achando nada, obrigaram o cara a saír do trem.

Chegamos de manhã cedo em milão e o tempo estava horrível. O trem que partia para Roma ainda nos dava umas horinhas pra caminhar pela mais moderna cidade italiana, então pegamos um metrô pra conhecer a catedral do Duomo. Sem palavras pra descrever o que é aquilo. É de dar medo a imponencia da construção e os milhares de detalhes e gargulas espalhadas. Também conhecemos a galeria Vitorio Emanuelle, que também é muito linda.

Toca pra estação e mais 6 horas de trem até Roma. Nesse ponto a gente já tava esgotado, somando a preocupação de não ter encontrado nenhum hotel vago lá, quando conseguimos acessar a internet. Mas ao chegar em Roma, no fim de tarde, fomos abordados por um homem que nos ofereceu hotel perto da estação e tudo. A Leandra, ótima negociadora conseguiu arrancar 60 euros por casal por noite. Fomos pro hotel e percebemos a grande cagada... pela primeira vez na viagem nos demos mal, popis o hotel era tão ruim que não merecia nem 1/4 do que pagamos... mas enfim, era só pra dormir - depois ainda falei com um casal de coroas brasileiros que estava pagando 100 euros... morremos de pena deles.

Na mesma noite saímos pra conhecer a cidade e já tive a oportunidade de ver o imenso Coliseu e um pouco da infinidade de ruinas do império romano que estão naquelas bandas.

O que dizer de Roma... fiquei com dores no pescoço de tanto olhar pra cima. Milhares de monumentos, ruinas, a fontana de Trevi... é tudo muito lindo. Meu avô que me desculpe, mas Os italianos é que não cooperam. Todos atendem mal, de má vontade, gritam, brigam - essa é a parte ruim da Itália. No dia seguinte ainda encontramos nosso companheiro de viagens - o Marcelinho - e depois do dia cheio, ainda fomos até Trastevere, um tradicional bairro de roma onde rola a noite da cidade. Eu comi uma massa carbonara cujo sabor jamais vou esquecer. A culinária italiana é uma atração à parte - destaque para as pizzas de padaria.

No dia seguinte pegamos uma carona com o Marcelo, que tinha alugado um carro e fomos até Napoli, bem ao sul. O clima mudou completamente, já que é uma cidade mais praiana. Tudo muito lindo, especialmente as pequenas ruazinhas da "favela" napolitana: o quartieri spagnolo. Vimos o vesúvio bem de longe e infelizmente não vimos muito mais do que isso, pois nossa passagem por lá era prevista pra apenas um dia. Pegamos o trem de volta pra roma, dormimos na nossa pequena espelunca e hoje pela manhã já pegamos o avião de Roma pra Paris, já que a passagem de volta pro Brasil é amanhã - 3 de maio...

UFA!

vou ver o que consigo colocar de fotos no flickr ainda hj à noite...