Nesses últimos dias, tenho chegado cada vez mais próximo da inevitável conclusão: como é difícil ser pai. Não sei se por causa de toda essa função de doença, hospital e médico, acabamos mimando demais a pequena, mas o fato é que a Felicia está se tornando uma criança difícil, ou sempre foi e está se agravando agora.
Não me entendam mal, eu amo aquele bebê, a forma como ela sorri e pisca os olhinhos quando a gente pede, simplesmente derrete qualquer um. O problema é que ela tem me lembrado aquelas crianças que a gente vê azarando nos restaurantes e pensa "puta que pariu, que criança pentelha e que pais irresponsáveis".
Talvez seja só uma fase, ou quem sabe o gênio está pipocando e ela vai ser uma pessoa de temperamento forte mesmo. Na hora das refeições, é quando complica ainda mais. Ela já sabe o que quer. Ai do papai e da mamãe que misturem qualquer coisa no arroz... ela quer branquinho. Se misturar, lá se vai a tranquilidade no recinto. Gritos agudos, dedinhos apontando para o prato, tapas na colher cheia de comida, lágrimas e pernas dando coices. Bom, já diz a música... ela é "metade gente, metade cavalo".
O que se faz nessas situações? A gente dá o que ela quer comer? A gente deixa-a sem comer? Como a gente cincilia os maus impulsos de um dia ruim e de situações de pressão no trabalho, com tudo isso?
Aprendendo a caminhar, ela ainda não conhece o perigo e escolhe os piores lugares pra se meter... lááá vem o papai pegá-la no colo e acabar com a festa (e com a paz). É tão ruim fazer o papel de mau com uma criança de um ano. Agora ela não quer mais vir no meu colo. Aliás, ela não vai mais no colo de quase ninguém. Ela já tem plena consciencia de que dormir é deixar de aproveitar. No fim do dia, ela sabe que quero ficar um pouco do meu tempo com a Leandra quando a pego no colo para nanar. Ela sabe que quando dormir, o papai e a mamãe estarão acordados, vendo um filme, rindo, namorando, então ela simplesmente não consegue ficar no berço. Ela tem que dormir colada... suando.
Como se impõe limites em um ser tão pequeno e irresistível? Como fazê-la compreender, se ela não fala e não entende? Como pará-la de gritar sem gritar?
E pensar que a Leandra faz isso o dia inteiro.
Cada dia que passa admiro e amo mais essa mulher.
terça-feira, 24 de abril de 2007
segunda-feira, 9 de abril de 2007
O limite da estupidez humana
Esse vídeo é impressionante...
Não me admira que tenham eleito aquele imbecil duas vezes (e contando).
segunda-feira, 2 de abril de 2007
5
Sugerido pela Dani
5 coisas que eu quero fazer antes de morrer
- conhecer a europa, egito, india, cuba e mexico
- ter um ateliê, um pub e um estúdio
- gravar e lançar um cd de verdade
- dirigir um curta metragem
- experimentar heroína (hei, nem q seja no dia em q eu morrer)
5 coisas que eu faço bem
- tocar bateria
- arte tosca
- roer ossos
- reclamar da vida
- falar merda
5 coisas que eu mais digo
- "pode crê"
- "du caraaaalho!"
- "quando eu tava no quartel"
- q vontade de tocar bateria
- preciso de férias
5 coisas que eu não faço (ou não gosto de fazer)
- passar e dobrar minhas roupas
- dieta
- desenho
- juntar os cabelos do ralo (puro esquecimento!)
- ultimamente, tocar bateria...
5 coisas que me encantam
- a Leandra e a Felicia (não são coisas, mas me encantam)
- cinema
- história em quadrinho e design
- boa música
- cerveja
5 coisas que eu odeio
- frustração
- trabalho
- conformismo
- briga
- gorduras (as minhas, óbvio)
Repassando para:
Hummm, quase todos os blogueiros q conheço já fizeram isso... então quem quiser, fique à vontade.
5 coisas que eu quero fazer antes de morrer
- conhecer a europa, egito, india, cuba e mexico
- ter um ateliê, um pub e um estúdio
- gravar e lançar um cd de verdade
- dirigir um curta metragem
- experimentar heroína (hei, nem q seja no dia em q eu morrer)
5 coisas que eu faço bem
- tocar bateria
- arte tosca
- roer ossos
- reclamar da vida
- falar merda
5 coisas que eu mais digo
- "pode crê"
- "du caraaaalho!"
- "quando eu tava no quartel"
- q vontade de tocar bateria
- preciso de férias
5 coisas que eu não faço (ou não gosto de fazer)
- passar e dobrar minhas roupas
- dieta
- desenho
- juntar os cabelos do ralo (puro esquecimento!)
- ultimamente, tocar bateria...
5 coisas que me encantam
- a Leandra e a Felicia (não são coisas, mas me encantam)
- cinema
- história em quadrinho e design
- boa música
- cerveja
5 coisas que eu odeio
- frustração
- trabalho
- conformismo
- briga
- gorduras (as minhas, óbvio)
Repassando para:
Hummm, quase todos os blogueiros q conheço já fizeram isso... então quem quiser, fique à vontade.
Sistema Único de Sadismo
Então, depois de quase dois meses com febres e sintomas que a gente não podia compreender, ameaças de leucemias, cânceres e órgãos deficientes... furando, radiografando e examinando a pequena, finalmente descobrimos o que ela tem: Toxoplasmose. Uma doença comumente transmitida por gatos.
Nada preocupante, a não ser quando na fase aguda... que obviamente é o caso da Feli. Mas, já a levamos ao oftalmo e por ora temos certeza de que nada foi afetado (a toxoplasmose pode levar à cegueira).
Mas o que me leva a comentar sobre isso aqui, é que nesse período me peguei pensando diversas vezes sobre como uma pessoa sobrevive no país. A pequena chegou a fazer baterias de exames que, não fosse o plano de saúde, custariam 900 reais. Consultas que custariam 150, sem contar a internação que custaria sabe-se-lá-quanto. Imaginei que, se com plano e gastando tudo isso, já levaram 2 meses pra descobrir uma simples doença, como ficam aqueles que dependem do SUS?
Passando por alguns momentos um tanto angustiantes pela duvida e pelas possibilidades de enfermidades mais sérias, imaginei então a impotência de um pai com o filho doente na fila de um hospital público esperando atendimento.
Na falta de palavras melhores, só posso dizer que é foda.
Nada preocupante, a não ser quando na fase aguda... que obviamente é o caso da Feli. Mas, já a levamos ao oftalmo e por ora temos certeza de que nada foi afetado (a toxoplasmose pode levar à cegueira).
Mas o que me leva a comentar sobre isso aqui, é que nesse período me peguei pensando diversas vezes sobre como uma pessoa sobrevive no país. A pequena chegou a fazer baterias de exames que, não fosse o plano de saúde, custariam 900 reais. Consultas que custariam 150, sem contar a internação que custaria sabe-se-lá-quanto. Imaginei que, se com plano e gastando tudo isso, já levaram 2 meses pra descobrir uma simples doença, como ficam aqueles que dependem do SUS?
Passando por alguns momentos um tanto angustiantes pela duvida e pelas possibilidades de enfermidades mais sérias, imaginei então a impotência de um pai com o filho doente na fila de um hospital público esperando atendimento.
Na falta de palavras melhores, só posso dizer que é foda.
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