quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Johnny Cash manda...
Desde 1994, Johnny Cash se juntou ao produtor Rick Rubin, aclamado por fazer funcionar engrenagens como Beastie Boys, para tentar achar um lugar entre as novas gerações, para a música country e folk. Os 5 albuns que vieram nos quase dez anos a seguir são de um poder devastador.
Cansado, doente e deprimido, Cash entrega composições próprias e covers inusitados de uma forma arrasadora. Chega a ser violento ouvir "Hurt" do Nine Inch Nails interpretada pelo velho. Faz rasgar o peito de tanta dor, principalmente conhecendo um pouco da história do cara. (vale conferir Johnny & June, já na sua locadora!). Entre tantas, tem músicas do Beck, Beatles, U2, Soundgarden, Danzig, Neil Diamond, Nick Cave, Depeche Mode... todas belíssimas.
O resultado era óbvio: a partir do quarto álbum, Cash e Rubin praticamente redefiniram a música country e a reapresentaram às novas gerações. Hurt, ficou semanas no topo e levou Cash em paradas em que nunca estivera em toda a sua carreira, e os discos foram sucesso de vendas. O último esforço - American V: A hundred highways - lançado agora em 2006, 3 anos após a morte do "Homem de Preto" aos 71 anos, é carregado de profunda tristeza - a esposa, June Carter, acabara de falecer na época - e de dor, mas também de esperança e bom humor frente as limitações e ao inevitável destino, como na faixa "Like the 309" ultima canção que escreveu, sobre o trem que leva seu caixão:
"It should be awhile/Before I see Doctor Death/So it would sure be nice/If I could get my breath."
Palmas pro Rubin também, que colocou uma qualidade invejável na produção de todas as faixas. Soube aproveitar a condição da voz cambaleante de Cash, para mostrá-lo como um homem frágil, com arrependimentos e emoções. A escolha dos covers também se encaixa perfeitamente no contexto, parecendo até que são composições do próprio. E os arranjos tornam toda a experiência de ouvir cada álbum, naqueles momentos de nó na garganta, encher os olhos e rever tudo o que já viveu num filmezinho arranhado de 8mm.
A sensacional Hurt do NIN (e o maravilhoso clipe).
Tocando Soundgarden: Quase desbanca o Chris Cornell...
Cansado, doente e deprimido, Cash entrega composições próprias e covers inusitados de uma forma arrasadora. Chega a ser violento ouvir "Hurt" do Nine Inch Nails interpretada pelo velho. Faz rasgar o peito de tanta dor, principalmente conhecendo um pouco da história do cara. (vale conferir Johnny & June, já na sua locadora!). Entre tantas, tem músicas do Beck, Beatles, U2, Soundgarden, Danzig, Neil Diamond, Nick Cave, Depeche Mode... todas belíssimas.
O resultado era óbvio: a partir do quarto álbum, Cash e Rubin praticamente redefiniram a música country e a reapresentaram às novas gerações. Hurt, ficou semanas no topo e levou Cash em paradas em que nunca estivera em toda a sua carreira, e os discos foram sucesso de vendas. O último esforço - American V: A hundred highways - lançado agora em 2006, 3 anos após a morte do "Homem de Preto" aos 71 anos, é carregado de profunda tristeza - a esposa, June Carter, acabara de falecer na época - e de dor, mas também de esperança e bom humor frente as limitações e ao inevitável destino, como na faixa "Like the 309" ultima canção que escreveu, sobre o trem que leva seu caixão:
"It should be awhile/Before I see Doctor Death/So it would sure be nice/If I could get my breath."
Palmas pro Rubin também, que colocou uma qualidade invejável na produção de todas as faixas. Soube aproveitar a condição da voz cambaleante de Cash, para mostrá-lo como um homem frágil, com arrependimentos e emoções. A escolha dos covers também se encaixa perfeitamente no contexto, parecendo até que são composições do próprio. E os arranjos tornam toda a experiência de ouvir cada álbum, naqueles momentos de nó na garganta, encher os olhos e rever tudo o que já viveu num filmezinho arranhado de 8mm.
A sensacional Hurt do NIN (e o maravilhoso clipe).
Tocando Soundgarden: Quase desbanca o Chris Cornell...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
partida
"Acho que vai ser bom. Acho que vai ser uma morte tranquila. Vou dormir e nunca mais acordar."
Essas palavras do meu avô me emocionaram demais nesse final de ano. Ele é e foi uma pessoa extraordinária... toda vez que o visito, ele conta alguma história sobre suas andanças trabalhando na via férrea gaúcha ou sobre o exército e acaba inevitavelmente falando em minha falecida avó, por quem ele nutria um amor incondicional.
Incontáveis foram as vezes em que ele descreveu como conheceu e discorreu sobre a beleza da Dona Iara. Ele a perdeu já devem fazer uns 15 anos de forma lenta e dolorosa. Desde então, sempre que lhe perguntei "como estavam as coisas" ele me respondia que estava muito bem e preparava-se para a sua "grande viagem". Ou que estava indo ao encontro da sua grande amada.
Quando entrei na faculdade, me deu os parabéns e disse que sentia muito, mas não ia assistir minha formatura. Já pretendia ter partido há muito. Mas não.. em vez disso, ele acompanhou todo o processo e se emocionou muito ao participar da minha formatura como tenente no exército. Foi ele a quem escolhi para me entregar a espada na cerimônia... o pobre velho quase não aguentou. Grande tristeza a dele era morrer sem ver suas raízes espalhadas. Mas em vez de partir, ele conheceu 4 bisnetos, e contando.
Eu o achei tão fraco e cansado neste último fim de semana que o vi. Creio que sua preparação esteja chegando ao fim. A grande viagem deve começar em breve. Como pode ele estar tão preparado? De onde vem essa confiança? Sinceramente, eu espero herdar essa força e vontade de viver, mas também desejo esta coragem de aceitar o destino que faz de nós apenas seres humanos.
Meu avô segue vivo, mas ao vê-lo tão cansado, penso... parte, meu velho. Descansa e vai encontrar teu grande amor. Teus genes estão muito bem assegurados nesse mundo. Teu amor se espalhou por todos os filhos, netos e bisnetos. Teu bem-viver e tuas lições estão no coração de cada um de nós.
Coincidência enorme foi achar o poema de Leo Tolstoy totalmente por acaso na internet...
death
when we know that death is near, we must complete our unfinished
business in this world. yet there is only one thing that is always
complete -- our love toward other people here, in the present moment.
death is the breaking of the vessel in which our spirit was
enclosed. you should not confuse the vessel with what is inside it.
if you are afraid of death, you should remember that the fear is not
in death itself, but in you. becoming a better person means that you
will fear death less. no matter what happens to you. you will
always be happy if you are united with god.
one day you will realize that you have never really been born but
have always lived. it is then you will realize that you will never die!
"Tornar-se uma pessoa melhor, significa que você vai temer menos a morte"
E só então percebi de onde vem toda essa coragem.
Essas palavras do meu avô me emocionaram demais nesse final de ano. Ele é e foi uma pessoa extraordinária... toda vez que o visito, ele conta alguma história sobre suas andanças trabalhando na via férrea gaúcha ou sobre o exército e acaba inevitavelmente falando em minha falecida avó, por quem ele nutria um amor incondicional.
Incontáveis foram as vezes em que ele descreveu como conheceu e discorreu sobre a beleza da Dona Iara. Ele a perdeu já devem fazer uns 15 anos de forma lenta e dolorosa. Desde então, sempre que lhe perguntei "como estavam as coisas" ele me respondia que estava muito bem e preparava-se para a sua "grande viagem". Ou que estava indo ao encontro da sua grande amada.
Quando entrei na faculdade, me deu os parabéns e disse que sentia muito, mas não ia assistir minha formatura. Já pretendia ter partido há muito. Mas não.. em vez disso, ele acompanhou todo o processo e se emocionou muito ao participar da minha formatura como tenente no exército. Foi ele a quem escolhi para me entregar a espada na cerimônia... o pobre velho quase não aguentou. Grande tristeza a dele era morrer sem ver suas raízes espalhadas. Mas em vez de partir, ele conheceu 4 bisnetos, e contando.
Eu o achei tão fraco e cansado neste último fim de semana que o vi. Creio que sua preparação esteja chegando ao fim. A grande viagem deve começar em breve. Como pode ele estar tão preparado? De onde vem essa confiança? Sinceramente, eu espero herdar essa força e vontade de viver, mas também desejo esta coragem de aceitar o destino que faz de nós apenas seres humanos.
Meu avô segue vivo, mas ao vê-lo tão cansado, penso... parte, meu velho. Descansa e vai encontrar teu grande amor. Teus genes estão muito bem assegurados nesse mundo. Teu amor se espalhou por todos os filhos, netos e bisnetos. Teu bem-viver e tuas lições estão no coração de cada um de nós.
Coincidência enorme foi achar o poema de Leo Tolstoy totalmente por acaso na internet...
death
when we know that death is near, we must complete our unfinished
business in this world. yet there is only one thing that is always
complete -- our love toward other people here, in the present moment.
death is the breaking of the vessel in which our spirit was
enclosed. you should not confuse the vessel with what is inside it.
if you are afraid of death, you should remember that the fear is not
in death itself, but in you. becoming a better person means that you
will fear death less. no matter what happens to you. you will
always be happy if you are united with god.
one day you will realize that you have never really been born but
have always lived. it is then you will realize that you will never die!
"Tornar-se uma pessoa melhor, significa que você vai temer menos a morte"
E só então percebi de onde vem toda essa coragem.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Lástima
Acaba de aumentar a lista de bandas boas que eu jamais assistirei a um show...
Depois que o Rage Against acabou, o Pantera perdeu o Dimebag, o Mike Patton enlouqueceu e nem sabe o que é Faith no More, lá se vai o System of a Down.
Tanta bandinha ruim pra terminar...
Depois que o Rage Against acabou, o Pantera perdeu o Dimebag, o Mike Patton enlouqueceu e nem sabe o que é Faith no More, lá se vai o System of a Down.
Tanta bandinha ruim pra terminar...
O Velho e o Mar
Esta maravilhosa animação inspirada na obra de Hemingway foi toda pintada a óleo e levou 3 anos pra ser terminada.
Pra ver a parte 2, vá aqui.
Pra ver a parte 2, vá aqui.
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