"A CIA (agência de inteligência americana) anunciou que revelará para o público centenas de documentos que detalham abusos e ações ilegais da agência entre as décadas de 1950 e 1970.
Os documentos, que serão liberados na próxima semana, vão detalhar planos de assassinato, espionagem doméstica, escutas telefônicas, seqüestros e experiências com humanos...."
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/06/070622_ciadocumentosrevelafn.shtml
O documento, de 704 páginas, se chama CIA's Family Jewels, foi liberado ontem (26/06/07) e está no endereço:
http://www.gwu.edu/~nsarchiv/NSAEBB/NSAEBB222/family_jewels_full_ocr.pdf
Jura que dá pra resumir tanta atrocidade em 704 paginas... quem fizer o download, obviamente vai ver metade do documento com barras brancas, paragrafos e nomes cortados... como é de se esperar.
Ah, e baixe por conta e risco... seu nome pode ficar nos arquivos da CIA como potencial terrorista.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
“Morto? Talvez. Ou talvez sou organismo, através do qual a luz do dia podia passar, fosse impérvio aos meios de destruição que matam nossos corpos? Suponha que ele não estivesse morto...
Talvez apenas o próprio tempo tenha poder sobre aquele Ser Invisível e Temível. Por que possuiria aquele corpo transparente e incognoscível, aquela estrutura espiritual, se também temesse a doença, os ferimentos, as enfermidades e a destruição prematura?
Destruição prematura? Essa é a fonte de todo o temor humano. Depois do homem, a Horla. Depois daquele que pode morrer a qualquer dia, a qualquer minuto, de qualquer tipo de acidente, vem aquele que morrerá no dia, na hora e no minuto indicados, porque alcançou os limites de sua existência.”
De Horla (1888) de Guy de Maupassant
Talvez apenas o próprio tempo tenha poder sobre aquele Ser Invisível e Temível. Por que possuiria aquele corpo transparente e incognoscível, aquela estrutura espiritual, se também temesse a doença, os ferimentos, as enfermidades e a destruição prematura?
Destruição prematura? Essa é a fonte de todo o temor humano. Depois do homem, a Horla. Depois daquele que pode morrer a qualquer dia, a qualquer minuto, de qualquer tipo de acidente, vem aquele que morrerá no dia, na hora e no minuto indicados, porque alcançou os limites de sua existência.”
De Horla (1888) de Guy de Maupassant
terça-feira, 19 de junho de 2007
Ode ao Amor
Enches o peito de cada homem, medras
Nalma de cada virgem, e toda a alma
Enches de beijos de infinita calma...
E o aroma dos teus beijos infinitos
Entra na terra, bate nos granitos
E quebra as rochas e arrebenta as pedras!
És soberano! Sangras e torturas!
Ora, tangendo tiorbas em volatas,
Cantas a Vida que sangrando matas,
Ora, davas brandindo em seva e insana
Fúria, lembras, Amor, a soberana
Imagem pétrea das montanhas duras.
Beijam-te o passo multidões escravas
Dos Desgraçados! - Estas multidões
Sonham pátrias doiradas de ilusões
Entre os tórculos negros da Desgraça
- Flores que tombam quando a neve passa
No turbilhão das avalanches bravas!
Tudo dominas! Dos vergéis tranqüilos
Aos Capitólios, e dos Capitólios
Aos claros pulcros e brilhantes sólios
De esplendor pulcro e de fulgências claras,
Rendilhados de fulvas gemas raras
E pontilhados de crisoberilos.
Sobes ao monte onde o edelweiss pompeia
Nalma do que subiu àquele monte!
Mas, vezes, desces ao segredo insonte
Do mar profundo onde a sereia canta
E onde a Alcíone trêmula se espanta
Ouvindo a gusla crebra da sereia!
Rompe a manha. Sinos além bimbalham.
Troa o conúbio dos amores velhos
- As borboletas e os escaravelhos
Beijam-se no ar. . . Retroa o sino. E, quietos
Beijam-se além os silfos e os insetos
Sob a esteira dos campos que se orvalham.
E em tudo estruge a tua dúlia - dúlia
Que na fibra mais forte e até na fibra
Mais tênue, chora e se lamenta e vibra...
E em cada peito onde um Ocaso chora
Levanta a cruz da redenção da Aurora
Como a Judite a redimir Betúlia!
Bem haja, pois, esse poder terrível,
- Essa dominação aterradora
- Enorme força regeneradora
Que faz dos homens um leão que dorme
E do Amor faz uma potência enorme
Que vela sobre os homens, impassível!
Esta de amor ode queixosa, Irene,
Quedo, sonhei-a, aos astros, ontem, quando
Entre estrias de estrelas, fosforeando,
Egrégia estavas no teu plaustro egrégio
Mais bela do que a Virgem de Corrégio
E os quadros divinais de Guido Reni!
Qual um crente em asiático pagode,
Entre timbales e anafis estrídulos,
Cativo, beija os áureos pés dos ídolos,
Assim, Irene, eis-me de ti cativo!
Cativaste-me, Irene, e eis o motivo,
Eis o motivo porque fiz esta ode.
Poema de Augusto dos Anjos, enviado a mim, pela minha amada Leandra.
Nalma de cada virgem, e toda a alma
Enches de beijos de infinita calma...
E o aroma dos teus beijos infinitos
Entra na terra, bate nos granitos
E quebra as rochas e arrebenta as pedras!
És soberano! Sangras e torturas!
Ora, tangendo tiorbas em volatas,
Cantas a Vida que sangrando matas,
Ora, davas brandindo em seva e insana
Fúria, lembras, Amor, a soberana
Imagem pétrea das montanhas duras.
Beijam-te o passo multidões escravas
Dos Desgraçados! - Estas multidões
Sonham pátrias doiradas de ilusões
Entre os tórculos negros da Desgraça
- Flores que tombam quando a neve passa
No turbilhão das avalanches bravas!
Tudo dominas! Dos vergéis tranqüilos
Aos Capitólios, e dos Capitólios
Aos claros pulcros e brilhantes sólios
De esplendor pulcro e de fulgências claras,
Rendilhados de fulvas gemas raras
E pontilhados de crisoberilos.
Sobes ao monte onde o edelweiss pompeia
Nalma do que subiu àquele monte!
Mas, vezes, desces ao segredo insonte
Do mar profundo onde a sereia canta
E onde a Alcíone trêmula se espanta
Ouvindo a gusla crebra da sereia!
Rompe a manha. Sinos além bimbalham.
Troa o conúbio dos amores velhos
- As borboletas e os escaravelhos
Beijam-se no ar. . . Retroa o sino. E, quietos
Beijam-se além os silfos e os insetos
Sob a esteira dos campos que se orvalham.
E em tudo estruge a tua dúlia - dúlia
Que na fibra mais forte e até na fibra
Mais tênue, chora e se lamenta e vibra...
E em cada peito onde um Ocaso chora
Levanta a cruz da redenção da Aurora
Como a Judite a redimir Betúlia!
Bem haja, pois, esse poder terrível,
- Essa dominação aterradora
- Enorme força regeneradora
Que faz dos homens um leão que dorme
E do Amor faz uma potência enorme
Que vela sobre os homens, impassível!
Esta de amor ode queixosa, Irene,
Quedo, sonhei-a, aos astros, ontem, quando
Entre estrias de estrelas, fosforeando,
Egrégia estavas no teu plaustro egrégio
Mais bela do que a Virgem de Corrégio
E os quadros divinais de Guido Reni!
Qual um crente em asiático pagode,
Entre timbales e anafis estrídulos,
Cativo, beija os áureos pés dos ídolos,
Assim, Irene, eis-me de ti cativo!
Cativaste-me, Irene, e eis o motivo,
Eis o motivo porque fiz esta ode.
Poema de Augusto dos Anjos, enviado a mim, pela minha amada Leandra.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
terça-feira, 12 de junho de 2007
É um saco quando a gente tem um troquinho sobrando e não tem nem tempo pra gastar. O que ganhei do meu aniversário, por exemplo... não faço idéia de onde aplicar.
Alguém conhece algum livro bacana de design/arte/ficção que valha a pena?
Um DVD que merece ser adquirido?
Alguém dê uma idéia do que me presentear... eu juro que não sou difícil de agradar.
:)
Alguém conhece algum livro bacana de design/arte/ficção que valha a pena?
Um DVD que merece ser adquirido?
Alguém dê uma idéia do que me presentear... eu juro que não sou difícil de agradar.
:)
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