terça-feira, 28 de junho de 2005

ainda prefiro o amanhã...

Adorei teu post... me fez refletir muito sobre minha vida. Aliás, já conversamos muito sobe isso via msn e teus pontos de vista são sempre otimistas.
Recém agora, tô descobrindo q trabalhar pode ser bom... acho q finalmente me encontrei um pouco. Somos pessoas de sorte, na verdade, não achas? Estar em casa às 6 e meia é uma dádiva. Em todos os meus empregos anteriores, trabalhei até as 9 da noite, pra estar de pé às 7 e meia... q vida injusta. Tinha apenas algumas horas pra namorar, ver um bom filme e discutir sobre ele, comer uma boa comida, ou prepará-la.
Hoje não faço hora-extra. Aliás, deveria ser o fator decisivo pra qualquer pessoa ao escolher um emprego. Muito antes do salário, qualidade de vida.
Realmente é um problema não poder ficar acordado até tarde. Quem me dera. Os dias ainda parecem ter muito menos que 24hs e por volta de meia-noite e meia eu já estou com a cabeça cansada demais. Pra não falar do corpo. Eu adoraria passar a noite acariciando a barriga da Leandra, conversar com o neném, fazer amor, tomar um longo banho quente e conseguir dormir o suficiente para estar inteiro no amanhã.
Este maldito dia seguinte nos persegue. Sinto que só vou descansar de verdade quando não houver dia seguinte, mas isso está fora de cogitação. E o fim-de-semana, parece q é mais curto do que uma jornada de trabalho.
Ainda assim, olho à minha volta e não consigo deixar de pensar que as coisas estão melhorando. Ainda falta muito para o ideal, mas a gente chega lá.

(isso eu tava escrevendo como um comment de um post bacana no blog da ana paula, mas acabou ficando tão grande q resolvi postar por aqui...)

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Eu odeio Lars Ulrich

Nessa semana, assisti a um documentário sobre o Merdallica (apelido "carinhoso" q eu uso) chamado Some Kind Of Monster. Com uma produção bem bacana, o filme mostra todo o processo de gravação do último álbum dos caras, St Anger. Uma equipe foi contratada pela própria banda para filmar tudo, que deveria ser um período tranquilo e de diversão dos músicos que completavam 20 anos de carreira, mostrando que a turma estava nas melhores condições e entrosamento.

O interessante deste filme, é que esta idéia tomou um rumo totalmente oposto. Por questões criativas, o baixista Jason Newsted sai da banda, evidenciando a existência de divergências. Mostrando que havia algo errado com o grupo diante das câmeras, por sorte dos produtores de fundo de quintal, que hoje devem estar nadando em dinheiro, pois que se segue é uma sucessão de situações bastante complicadas e dramáticas, mudando totalmente o tom da obra.

O trio que sobra, parece entrar em parafuso. James Hetfield, o frontman, começa a se desentender com a guitarra e com os companheiros e acaba se internando em uma clínica de recuperação para alcoólotras, por quase um ano. Kirk Hammet (uma moça!), é o pobre coitado com a auto-estima baixíssima no meio de uma disputa de egos. E ego é o que há de maior neste filme, personificado no corpo, voz e "performance" do baterista Lars Ulrich.

Isso explica o título do post. O cara é um poço de narcisismo. A começar processo milionário que ele moveu contra o Napster, assunto que nem vou me prestar a continuar por aqui. Em certa cena do filme, ele simplesmente tem um chilique, ao saber q o ex-baixista já está com banda nova, gravando disco e fazendo shows, muito antes do Metallica conseguir terminar d compôr uma música. É ridiculamente engraçado. Tem outra (são tantas cenas q posso acabar contando o filme inteiro) em que o vocalista faz um riff, bem bacana por sinal, em que o "Larsinho" encaixa uma linha de bateria das mais esdrúxulas que já ouvi. Todos acham ruim, e ele diz q o problema está no riff, que é "muito comum". Seguem os tradicionais chiliques e discussões imbecis da parte desse figura que jamais dá o braço a torcer. E quem ouvir o disco inteiro, vai ver q o tal riff não está lá.

Essas sao algumas entre milhares. Mas interessante mesmo, é ver o encontro dele com o Dave Mustaine, primeiro guitarrista da banda que foi chutado por problemas com álcool, na década de 80, que depois fundou o Megadeth. É emocionante ver a cena completa (nos extras do DVD) onde o baterista se vê completamente sem saída diante das palavras sinceras e amarguradas de Dave. Me deu arrepios.

Enfim, pra quem gosta, o filme é um prato cheio. Para mim, serviu para mostrar com bastante clareza o que se tornou o metal hoje. Acabou a diversão, acabou a irresponsabilidade e, acima de tudo, acabaram-se as idéias geniais e simples.
O metal, como conhecíamos, está morto e enterrado. Mas aposto q o Lars jamais concordaria comigo, certo?

Pausa para marketing pessoal...

Site novo do coletivo aberto BaseV: ahttp://basev.has.it/

Em Guest Artists:
C.D.M. e Pablo de la Rocha

Em Maguila On-line Magazine #5:
Três intervenções que meu ilustre colega Leo Furtado realizou com tinta acrílica em anúncios de revista.

Cara, não aguento mais ver essas minhas polaróides... preciso d 1 idéia nova...mas se alguém aí ainda não viu...

quinta-feira, 16 de junho de 2005

nota colada na porta do apto. 6, às 5 da manhã de ontem...

Caros vizinhos:
Desculpe não falar-lhes pessoalmente sobre isso, pois lembro que quando a antiga locatária deste apartamento bateu à minha porta em certa noite, foi uma situação muito constrangedora, quando ela pediu que eu e meus amigos baixássemos o volume. Eventualmente eu acabei odiando-a. Não quero ser o "vizinho chato" que corta o barato da galera, e eventualmente acabar sendo odiado. Aliás, nunca achei q algum dia na minha vida fosse escrever bilhetinhos desse tipo, muito menos aos 24 anos. O caso é que são 4 e meia da madrugada e eu preciso estar de pé por volta das 7 da manhã. Sinceramente gostaria de ter a energia de vocês, pra curtir a noite toda e conseguir trabalhar no dia seguinte... mas no meu ramo isto é um tanto complicado.
Vocês já devem ter percebido que este prédio não tem laje (ou lage?)... as paredes foram erguidas apenas até a altura deste forro de plástico. De certo modo estamos todos morando em um mesmo cômodo, o que me permite ouvir tudo com a maior nitidez. Neste exato momento, aliás, ouço uma voz feminina ao telefone dizendo "Ah, estamos aqui no apartamento do Gui! Aparece aqui, tá uma baita festa! É na Mariland". Também ouço com toda a nitidez o som, tocando o bom e velho Tim Maia da fase racional. Alguém batucando junto, talvez em cima da mesa...
Tenho certeza de que em algum momento vocês já se sentiram incomodados pelo meu som. Acho q é normal a gente se esquecer da maldita estrutura de merda deste prédio e querer botar as caixas de som pra tirar o pó da casa. Mas não às 4 da manhã.
Ah, agora chegam os outros convidados... pra piorar a situação, desde que vim morar aqui, o interfone não funciona direito... Toda vez que tocam o numero de vocês, a campainha soa aqui em casa. Isso no meio da noite não é nada legal. Aproveito então, para pedir a ajuda de vocês pra ligar pra imobiliária e pedir que dêem um jeito nesta bosta, afinal, há quase um ano q tento isso sem sucesso.
Pessoal, não me levem a mal, eu adoro musica e festa até as 5 da manhã, mas não em plena quarta-feira. Deixem pra sexta, por favor! Tenho certeza q seja lá qual for o motivo da celebração, pode aguardar mais dois dias! Se quiserem, podemos conversar sobre isso pessoalmente amanhã.
Espero q não fique nenhum climinha pelo prédio...
Valeu pela atenção

"silenciosamente"
pablo de la rocha - o velho do nº5.