Ultimamente, tenho procurado muito sobre o filme matrix e as continuações, na esperança d entender algo além do q se vê na tela, q com certeza existe. Acho ainda q os filmes são obras geniais e revolucionárias, não importa se as sequencias sejam inferiores ao original. Acabou da melhor forma possível... acabou do jeito que era para acabar... em alguns foruns de discussões, descobri algumas sacadas bem interessantes, levantando questões as vezes inteligentes, as vezes beirando a esquizofrenia... abaixo coloco uma delas (na integra... quem não tiver saco d ler, eu perdôo).....
E-mail enviado por Helder Flavio "jaguarhx" Barata Chaves:
"COMO NEO MOSTROU TER PODER NO MUNDO REAL?
Bem... para isso temos que voltar a Descarte, o filósofo da Idade Média, para quem poucos têm dado espaço nas argumentações sobre o filme. O sujeito criou um sistema filosófico que teoriza a seguinte verdade: você, ao sonhar, pode ser enganado por si mesmo! Quando sonhamos, nosso cérebro nos engana. Entramos em uma dimensão estranha que não obedece às regras do mundo físico/real e ainda assim não paramos pra notar ou negar isto! A prova é que, ao sonharmos, muitas vezes imaginamos que podemos ver, sentir, cheirar e degustar coisas que só existem em sonho e acreditamos que tudo é real! Quem não se lembra de ter visto ou ter feito uma bizarrice num sonho. Achar que aquela mulher perfeita era real, ou então sentir o fedor daquele monstro com cara de peixe? Como Morpheus diz a Neo em Matrix, em um de seus primeiros encontros, "Defina o real! Se real é tudo aquilo que podemos tocar, sentir e cheirar... então, tudo aqui pode ser real, pois nada mais são do que estímulos nervosos que são interpretados pelo nosso cerebro!"
Neo estava sonhando e foi enganado, mas despertou do sonho (Matrix)... será mesmo?!
Descartes também diz: "se, durante o sonho, você se enganou (ou se deixou enganar) pelo seu próprio cérebro... você pode ter realmente certeza de que, ao acordar, você realmente despertou? Afinal de contas, quem comprova que você não está sonhando, que acordou, mas na verdade continua dormindo e sonhando que acordou dentro de seu próprio sonho?"
Confuso? Nem tanto! E se Neo, e todos os outros humanos da rebelião, pensam que despertaram do domínio da Matrix, mas na verdade continuam presos ao programa?
O conselheiro de Zion diz não conseguir dormir... pois ele não pára de pensar no que é controle. E que ironia estarmos tão ligados a essas máquinas! Neo também não consegue dormir direito, e não acho que era só por causa de Trinity, que aparecia sempre em perigo em seus sonhos!
No diálogo entre Neo e o Arquiteto, sobre a Oráculo: Arquiteto diz "Como eu dizia, ela se deparou por acaso com uma solução por meio da qual quase 99,9% de todas as cobaias aceitavam o programa, contanto que lhes fosse dada uma escolha, mesmo que só estivessem cientes dela em um nível quase inconsciente. Embora esta resposta funcionasse, ela era óbvia e fundamentalmente defeituosa, criando, assim, a anomalia sistêmica contraditória, a qual, sem vigilância, poderia ameaçar o próprio sistema. Por conseguinte, aqueles que recusavam o programa, ainda que uma minoria, se não vigiados, constituiriam uma probabilidade crescente de catástrofe". E Neo responde "Isso tem a ver com Zion".
Zion? Em momento algum do diálogo o Arquiteto diz que essa minoria de humanos que não aceita a Matrix se tornou independente ou se desplugou do sistema! Apenas confirma que eles foram para Zion! Os humanos de Zion e da rebelião não estão libertos? Entao eles continuam sendo enganados, incluindo Neo? Por que não? Afinal... quando sonhamos, somos enganados a ponto de aceitarmos (com raras ocasiões) a realidade fictícia ao nosso redor! E se formos enganados desde sempre? E se continuamos todos dormindo?
Você pergunta: então os habitantes de Zion, os rebeldes e Neo, continuam na Matrix?
A resposta e sim e não:
* SIM: isso responderia o motivo pelo qual Neo demonstrou poderes (que só deveriam ser apresentados na realidade virtual) na realidade física, ou dita física!
* NÃO: dizer que Zion e toda aquele mundo chamado de real fazem parte da Matrix seria muito bom e já responderia, por si só, a minha teoria muito bem... mas existe outra coisa a ser dita sobre isso.
Imagine que Matrix seja um sistema operacional tipo Windows (oque realmente o e!) e que os humanos que não aceitaram a Matrix foram para um programa à parte, que vamos chamar a partir daqui como ZION! Entao Zion é um programa ou espaço semi-independente da Matrix... em outras palavras, Zion é uma espécie de Word, Excel, ou uma simples lixeira! Mesmo assim, como Neo pode ter poderes em outro programa ou lixeira?
Já notaram como Neo lê os programas da Matrix? Ele lê tudo numa tela escura, com letras e códigos no lugar de imagens e gráficos (windows) e, assim, pode manipular tais programas com mais facilidade! Ou seja... Neo é um hacker que reconfigura, invade, anula ou edita pois ele tem o poder de entender o sistema ms-dos!
Neo é como um grito dos hackers que não aceitam a forma como a microsoft tenta nos empurrar o sistema operacional deles, mesmo que não aceitamos por completo? Aameaca crescente (ou seja Zion!) pode ser uma lixeira que está crescendo para se tornar um grande sistema operacional rival (o Linux?!)
Semelhanças com uma lixeira: apesar de Zion ser um dos nomes dados à terra prometida por deus aos hebreus, você pode notar que a cidade é muito suja, antiga, cheia de máquinas antigas e ferro-velho, usando magma como fonte de energia e até como paisagem natural.... mais parece um purgatório, um pesadelo, um inferno, ou a tal gehena, o vale impuro e lixão citado no novo testamento da Biblia!"
Vale lembrar q isso foi escrito antes da conclusão da saga saír... só posso dizer q esse cara é louco... mas achei interessante tudo isso... pra mim é mais q suficiente pra comprovar a legitimidade do filme, q d forma impressionante, consegue ser tema de discussão entre filósofos e aficcionados, mesmo sendo um filme com altissimas doses de diversão e entretenimento hollywoodiano.
segunda-feira, 21 de março de 2005
sexta-feira, 18 de março de 2005
quarta-feira, 9 de março de 2005
Entre umas e outras...
Buenas!
Há horas q não escrevo, mas quem tem acompanhado meu fotolog, sabe que esses dias pré-páscoa têm me tirado o sono/criatividade/tesão/paciência/vontade/reticências.
Enfim, vi muitos filmes nesse meio tempo... fiquei d comentar por aqui, mas acabei esquecendo tudo d interessante no meio do caminho.
Menina de ouro vencedor do oscar? hummm, não sei não... quer dizer, é um filme correto e sem equívocos, mas... não sei, se era pra premiar um filme d boxe, q este prêmio ficasse eternamente com Touro Indomável do Scorcese. Não vi O Aviador, mas na verdade nem me interessei... sabem como é... Leo DiCaprio...
Ainda não vi Ray e nem Em busca da terra do nunca, mas eis q assisti um filmezinho, que é uma pérola... Sideways - entre umas e outras. Cara, q filme interessante. Não precisa ser nenhum gênio pra sacar de cara q esse filme não é um "oscar winner", mas foi deveras impressionante q este tenha sido indicado. É um filme simples, assim como todos os outros de Alexander Payne (o ótimo Eleição e o ainda-por-mim-não-visto As confissões d Schmidt), sem muitas sacadas visuais... apenas boas - excelentes - interpretações, principalmente do típico, mas genial, homem comum Paul Giamatti (quem não viu Anti-herói Americano, por favor veja...está na minha lista d melhores de 2004).
A história do filme se resume a uma viagem feita por dois velhos amigos do tempo d faculdade, como forma de despedida de solteiro do personagem de Tomas Haden Church (repetindo papel q fez em séries bobocas tipo Cheers e Ned & Stacy - e pasmem, indicado ao oscar d coadjuvante!!!) que só está interessado nas suas ultimas noitadas desacompanhado, ao contrário do colega, figura introspectiva e deprimida que quer levá-lo para apreciar vinhos e boas refeições. As situações que surgem daí, são trago-cômicas, e na maioria das vezes de conteúdo dramático bastante forte. As metáforas sobre o personagem principal (ao lado da ótima Virginia Madsen) e as uvas de difícil cultivo para o vinho, são ótimas, rendendo um dos diálogos mais inteligentemente românticos do cinema atual.
Bom, pra variar, me estendi demais... o filme é extremamente simples e realista. Não vá ao cinema esperando ver reviravoltas de roteiro ou finais surpreendentes... apenas se deixe levar pelo carisma destes personagens que lembram muito bem algo q o cinema americano gosta muito de esquecer: a vida.
Há horas q não escrevo, mas quem tem acompanhado meu fotolog, sabe que esses dias pré-páscoa têm me tirado o sono/criatividade/tesão/paciência/vontade/reticências.
Enfim, vi muitos filmes nesse meio tempo... fiquei d comentar por aqui, mas acabei esquecendo tudo d interessante no meio do caminho.
Menina de ouro vencedor do oscar? hummm, não sei não... quer dizer, é um filme correto e sem equívocos, mas... não sei, se era pra premiar um filme d boxe, q este prêmio ficasse eternamente com Touro Indomável do Scorcese. Não vi O Aviador, mas na verdade nem me interessei... sabem como é... Leo DiCaprio...
Ainda não vi Ray e nem Em busca da terra do nunca, mas eis q assisti um filmezinho, que é uma pérola... Sideways - entre umas e outras. Cara, q filme interessante. Não precisa ser nenhum gênio pra sacar de cara q esse filme não é um "oscar winner", mas foi deveras impressionante q este tenha sido indicado. É um filme simples, assim como todos os outros de Alexander Payne (o ótimo Eleição e o ainda-por-mim-não-visto As confissões d Schmidt), sem muitas sacadas visuais... apenas boas - excelentes - interpretações, principalmente do típico, mas genial, homem comum Paul Giamatti (quem não viu Anti-herói Americano, por favor veja...está na minha lista d melhores de 2004).
A história do filme se resume a uma viagem feita por dois velhos amigos do tempo d faculdade, como forma de despedida de solteiro do personagem de Tomas Haden Church (repetindo papel q fez em séries bobocas tipo Cheers e Ned & Stacy - e pasmem, indicado ao oscar d coadjuvante!!!) que só está interessado nas suas ultimas noitadas desacompanhado, ao contrário do colega, figura introspectiva e deprimida que quer levá-lo para apreciar vinhos e boas refeições. As situações que surgem daí, são trago-cômicas, e na maioria das vezes de conteúdo dramático bastante forte. As metáforas sobre o personagem principal (ao lado da ótima Virginia Madsen) e as uvas de difícil cultivo para o vinho, são ótimas, rendendo um dos diálogos mais inteligentemente românticos do cinema atual.
Bom, pra variar, me estendi demais... o filme é extremamente simples e realista. Não vá ao cinema esperando ver reviravoltas de roteiro ou finais surpreendentes... apenas se deixe levar pelo carisma destes personagens que lembram muito bem algo q o cinema americano gosta muito de esquecer: a vida.
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